quarta-feira, 13 de agosto de 2008

Grupo de Pesquisa Aplicada em Educação inicia estudos


O próximo encontro do Grupo de Pesquisa Aplicada em Educação ocorre dia 06 de setembro, na sede do SINEPE/RS, em Porto Alegre. Aguardamos a presença de todos os participantes!

O Grupo de Pesquisa tem como objetivo buscar a inovação na educação e melhorar os índices de desempenho das escolas. Participam instituições que fizeram parte do Avalia, além daquelas que se inscreveram para participar do Grupo e foram sorteadas.

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11 comentários:

Anônimo disse...

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Angela Schmidt disse...

Assisti o filme "O jardineiro Fiel" indicado pela Dr. Elvira e fiquei me perguntando: -É possível olhar várias vezes, com uma única pergunta e encontar várias respostas? O filme é surprendente... o final é instigante... Quais cenas deveriam ser olhadas de novo?
E você já assistiu? O que achou?

catia gowert disse...

Sucesso de Ensino,professor em relação aos indicadores de desempenho.Este é um assunto bastente amplo,gostaria que me enviasem dados para um Estudo de Caso.

Anônimo disse...

Angela ,eu também assisti (uma vez,quase completa porque acabei cochilando algumas vezes ).Cada vez que lembro que tenho que assistir de novo coloco em dúvida as próprias certezas sobre o que conclui .Por exemplo , será que o "jardineiro que pensei é este mesmo ou alguém que de repente ,não prestei a devida atenção ?E "fiel " ,por que razão?
Porque ele compreendeu as razões que levaram a esposa a lutar pela nobre causa e continuou ,após a morte desta , até desvendar o "mistério"?
Ah!No início imaginei que ela era a maior "traidora "!

Anônimo disse...

Formar o conhecimento através da pesquisa.Este foi o assunto escolhido, gostaria que me enviasem dados para estudo.

Ana Paula disse...

Oi Colegas...adorei o filme, já tinha assistido e realmente vale a pena ver a 2ª, 3ª vez...sempre percebemos algo novo, o que na minha opinião tem tudo há ver com a proposta do grupo.

R.Quevedo disse...

Proposta de pesquisa – Colégio Farroupilha



Pesquisar é isso. É um itinerário, um caminho que trilhamos e com o qual aprendemos muito, não por acaso, mas por não podermos deixar de colocar em xeque “nossas verdades” diante das descobertas reveladas, seja pela leitura de autores consagrados, seja pelos nossos informantes, que têm outras formas de marcar suas presenças no mundo. Eles também nos ensinam a olhar o outro, o diferente, com outras lentes e perspectivas. Por isso, não saímos de uma pesquisa do mesmo jeito que entramos porque, como pesquisadores, somos também atores sociais desse processo de elaboração. (Zago, Nadir, 2003, p. 307-308).


As palavras de Zago, de certa forma, inspiram a tessitura do projeto de pesquisa do Colégio Farroupilha. Estamos, neste momento, iniciando o nosso percurso investigativo como sujeitos pesquisadores/as imbuídos do desejo de se defrontar com “o outro”, ou seja, nosso objetivo é conhecer melhor e problematizar outras faces da instituição em que trabalhamos.
Acreditamos na importância das investigações científicas e, com essa possibilidade de estudos, pretendemos potencializar o uso da pesquisa na escola enquanto uma ferramenta pedagógica que promove a construção do conhecimento tanto dos alunos quanto dos professores que partilham dessa experiência.
A pesquisa do Colégio Farroupilha constitui-se em um estudo de caso etnográfico (Sarmento, 2003). Para Sarmento, o que caracteriza um estudo de caso é a especificidade, ou seja, a natureza singular do objeto de incidência da investigação, que pode ser um acontecimento, uma pessoa, um processo, uma instituição ou um grupo social. Segundo Sarmento, o estudo de caso em educação:

[...] visa apreender a vida, tal qual ela é quotidianamente conduzida, simbolizada e interpretada pelos atores sociais nos seus contextos de ação. Ora, a vida é, por definição, plural nas suas manifestações, imprevisível no seu desenvolvimento, expressa não apenas nas palavras, mas também nas linguagens dos gestos e das formas, ambígua nos seus significados e múltipla nas direções e sentidos por que se desdobra e percorre. (Ibid., p. 153)

O autor afirma que toda a ciência que investiga as ações em contextos escolares é uma ciência das diferenças, das infinitas variações dentro de um campo de possibilidades e, dessa forma, permite a emergência do inesperado. Como pesquisa, o estudo de caso recusa o estabelecimento de regras, determinismos, regularidades, ou critérios universais de verdade. De alguma forma, aproxima-se de Foucault (1995), que também se interessa por aquilo que foge à regularidade.
O interesse desse estudo surgiu em função dos resultados de duas avaliações institucionais, AVALIA e SAERGS, realizadas no ano de 2007. Paralelamente, foi feita uma pesquisa quantitativa em que se buscou conhecer o perfil de alunos, professores, gestores e famílias. Nossa proposta, portanto, pretende investigar com mais rigor e profundidade os resultados destes instrumentos, bem como os dados da pesquisa de perfil da comunidade escolar. Para tanto propomos dois eixos temáticos:

1 - Análise quantitativa/qualitativa do desempenho dos aluno, conforme os dados obtidos pelos instrumentos: AVALIA, SAERGS e Boletins trimestrais.

2 - Desenvolvimento de um trabalho de campo de cunho qualitativo no sentido de conhecer melhor quem são os sujeitos da escola (alunos, professores, gestores). A idéia é constituir um grupo de professores pesquisadores que se proponham a entrevistar outros professores e alunos. Nessa perspectiva, pretende-se permitir que as vozes desses atores sociais tenham um espaço de escuta sensível e que se consiga problematizar temas relevantes elencados a seguir:

1 - Sujeitos educacionais - alunos e professores

• História familiar;
• Qualificação/formação;
• Opção pelo magistério;
• Atividades culturais
• Perspectivas futuras;

• Como você vê a profissão de professor? (Prof. e Aluno)
• Fale do melhor e do pior da profissão? (Prof.)
• Fale o melhor e do pior do Colégio Farroupilha (Prof. e Aluno)
• Qual o papel da avaliação? Por que avaliar? (Prof. e Aluno)
• O Farroupilha, em relação ao conjunto de outras escolas, teve um bom desempenho no AVALIA e SAERGS, mas alguns pontos ficaram abaixo do esperado. Como você interpreta e avalia, isso? (Prof. e Aluno)
• Qual a sua percepção dos alunos do Colégio Farroupilha? (Prof.)
• Qual a sua percepção dos professores do Colégio Farroupilha? (Alunos)
• Qual a sua percepção dos gestores do Colégio Farroupilha? (Prof. e Alunos).

A proposta busca uma compreensão holística do funcionamento da escola e de seus atores sociais. A formação de um grupo interdisciplinar de pesquisadores, permite que se desenvolvam abordagens interpretativas, a partir dos dados empíricos articulados aos contextos políticos e sociais vigentes, através da combinação de métodos quantitativos e qualitativos.


Bibliografia:

FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995.

ZAGO, Nadir. A entrevista e seu processo de construção: reflexões com base na experiência prática de pesquisa. In: ZAGO, Nadir; CARVALHO, Marília Pinto de VILELA, Rita Amélia Teixeira (orgs.) Itinerários de pesquisa: perspectivas qualitativas em sociologia de educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, p. 287 – 309.

SARMENTO, Manuel Jacinto. O estudo de caso etnográfico em educação. In: ZAGO, Nadir, CARVALHO, Marília Pinto de e VILELA, Rita Amélia Teixeira (orgs.). Itinerários de pesquisa: perspectivas qualitativas em Sociologia da Educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

R.Quevedo disse...

Profa. Elvira desconsidere o primeiro polst do Farroupilha.
Outro será enviado.

Prof. Rodrigo e Profs. Dóris

R.Quevedo disse...

O Colégio Farroupilha contará com dois professores na coordenação da pesquisa e que serão os interlocutores junto a Dr. Elvira Lima.


Dra. Dóris Bittencourt Almeida
Doutora em Educação pelo PPGEdu/UFRGS.

Dr. Rodrigo Quevedo
Doutor em Biologia Animal pelo PPG/BioAnimal/UFRGS

O grupo de pesquisa contará com mais 27 professores dos diversos segmentos (3 da Educação Infantil, 8 do Ensino Fundamental I, 9 do Ensino Fundamental II e 7 do Ensino Médio).



Proposta de pesquisa – Colégio Farroupilha



Pesquisar é isso. É um itinerário, um caminho que trilhamos e com o qual aprendemos muito, não por acaso, mas por não podermos deixar de colocar em xeque “nossas verdades” diante das descobertas reveladas, seja pela leitura de autores consagrados, seja pelos nossos informantes, que têm outras formas de marcar suas presenças no mundo. Eles também nos ensinam a olhar o outro, o diferente, com outras lentes e perspectivas. Por isso, não saímos de uma pesquisa do mesmo jeito que entramos porque, como pesquisadores, somos também atores sociais desse processo de elaboração. (Zago, Nadir, 2003, p. 307-308).


As palavras de Zago, de certa forma, inspiram a tessitura do projeto de pesquisa do Colégio Farroupilha. Estamos, neste momento, iniciando o nosso percurso investigativo como sujeitos pesquisadores/as imbuídos do desejo de se defrontar com “o outro”, ou seja, nosso objetivo é conhecer melhor e problematizar outras faces da instituição em que trabalhamos.
Acreditamos na importância das investigações científicas e, com essa possibilidade de estudos, pretendemos potencializar o uso da pesquisa na escola enquanto uma ferramenta pedagógica que promove a construção do conhecimento tanto dos alunos quanto dos professores que partilham dessa experiência.
A pesquisa do Colégio Farroupilha constitui-se em um estudo de caso etnográfico (Sarmento, 2003). Para Sarmento, o que caracteriza um estudo de caso é a especificidade, ou seja, a natureza singular do objeto de incidência da investigação, que pode ser um acontecimento, uma pessoa, um processo, uma instituição ou um grupo social. Segundo Sarmento, o estudo de caso em educação:

[...] visa apreender a vida, tal qual ela é quotidianamente conduzida, simbolizada e interpretada pelos atores sociais nos seus contextos de ação. Ora, a vida é, por definição, plural nas suas manifestações, imprevisível no seu desenvolvimento, expressa não apenas nas palavras, mas também nas linguagens dos gestos e das formas, ambígua nos seus significados e múltipla nas direções e sentidos por que se desdobra e percorre. (Ibid., p. 153)

O autor afirma que toda a ciência que investiga as ações em contextos escolares é uma ciência das diferenças, das infinitas variações dentro de um campo de possibilidades e, dessa forma, permite a emergência do inesperado. Como pesquisa, o estudo de caso recusa o estabelecimento de regras, determinismos, regularidades, ou critérios universais de verdade. De alguma forma, aproxima-se de Foucault (1995), que também se interessa por aquilo que foge à regularidade.
O interesse desse estudo surgiu em função dos resultados de duas avaliações institucionais, AVALIA e SAERGS, realizadas no ano de 2007. Paralelamente, foi feita uma pesquisa quantitativa em que se buscou conhecer o perfil de alunos, professores, gestores e famílias. Nossa proposta, portanto, pretende investigar com mais rigor e profundidade os resultados destes instrumentos, bem como os dados da pesquisa de perfil da comunidade escolar. Para tanto propomos dois eixos temáticos:

1 - Análise quantitativa/qualitativa do desempenho dos aluno, conforme os dados obtidos pelos instrumentos: AVALIA, SAERGS e Boletins trimestrais.

Número de professores envolvidos:
Dr. Rodrigo Quevedo (Coordenador)
3 professores mestres
6 professores especialistas
1 professor graduado.
Total de 11

2 - Desenvolvimento de um trabalho de campo de cunho qualitativo no sentido de conhecer melhor quem são os sujeitos da escola (alunos, professores, gestores). A idéia é constituir um grupo de professores pesquisadores que se proponham a entrevistar outros professores e alunos. Nessa perspectiva, pretende-se permitir que as vozes desses atores sociais tenham um espaço de escuta sensível e que se consiga problematizar temas relevantes elencados a seguir:

1 - Sujeitos educacionais - alunos e professores

• História familiar;
• Qualificação/formação;
• Opção pelo magistério;
• Atividades culturais
• Perspectivas futuras;

• Como você vê a profissão de professor? (Prof. e Aluno)
• Fale do melhor e do pior da profissão? (Prof.)
• Fale o melhor e do pior do Colégio Farroupilha (Prof. e Aluno)
• Qual o papel da avaliação? Por que avaliar? (Prof. e Aluno)
• O Colégio Farroupilha, em relação ao conjunto de outras escolas, teve um bom desempenho no AVALIA e SAERGS, mas alguns pontos ficaram abaixo do esperado. Como você interpreta e avalia isso? (Prof. e Aluno)
• Qual a sua percepção dos alunos do Colégio Farroupilha? (Prof.)
• Qual a sua percepção dos professores do Colégio Farroupilha? (Alunos)
• Qual a sua percepção dos gestores do Colégio Farroupilha? (Prof. e Alunos).

Número de professores envolvidos:
Dra. Dóris Bittencourt Almeida (Coordenadora)
2 professores mestres
8 professores especialistas
7 professores graduados
Total de 18

A proposta busca uma compreensão holística do funcionamento da escola e de seus atores sociais. A formação de um grupo interdisciplinar de pesquisadores, permite que se desenvolvam abordagens interpretativas, a partir dos dados empíricos articulados aos contextos políticos e sociais vigentes, através da combinação de métodos quantitativos e qualitativos.


Bibliografia:

FOUCAULT, Michel. A arqueologia do saber. Rio de Janeiro: Forense Universitária, 1995.

ZAGO, Nadir. A entrevista e seu processo de construção: reflexões com base na experiência prática de pesquisa. In: ZAGO, Nadir; CARVALHO, Marília Pinto de VILELA, Rita Amélia Teixeira (orgs.) Itinerários de pesquisa: perspectivas qualitativas em sociologia de educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2003, p. 287 – 309.

SARMENTO, Manuel Jacinto. O estudo de caso etnográfico em educação. In: ZAGO, Nadir, CARVALHO, Marília Pinto de e VILELA, Rita Amélia Teixeira (orgs.). Itinerários de pesquisa: perspectivas qualitativas em Sociologia da Educação. Rio de Janeiro: DP&A, 2003.

Anônimo disse...

Proposta de Pesquisa:
Como objeto de estudo pretendo investigar como estão sendo desenvolvidas as atividades de estudo na escola: percepções do professor e percepções do aluno.
Como instrumentos de pesquisa pretendo recorrer à observações e entrevistas individuais com professores e alunos.
Aguardo as orientações da Dr. Elvira Lima.

“A investigação é um processo educativo, não apenas pelo que se descobre acerca dos outros, mas pelo que se descobre acerca de nós mesmos.”
(Peter Wood)

Janete disse...

Pretendo continuar o estudo e pesquisa sobre: "o planejamento do professor e sua influência no processo de ensino e aprendizagem", através dos relatórios de desempenho da AVALIA (Avaliação Institucional) realizada em nossa escola em 2007, bem como analisando o planejamento de nossos professores no ensino fundamental e sua aplicação. Gostaria de algumas referências bibliográficas para embasamento